Junto à ribeira de Barcarena, às portas de Lisboa, durante cerca de 400 anos escreveu-se uma parte importante da história do fabrico da pólvora negra em Portugal. Tudo aconteceu num espaço muito agradável e bonito onde hoje funciona o Museu da Fábrica da Pólvora. É uma visita que vale bem a pena fazer. O espaço, para além dos aspetos históricos relacionados com a fábrica é, também, um imenso jardim onde brincar é uma obrigação. Nos relvados ou no parque infantil, ou ainda nos espaços junto ao museu, não faltam oportunidades para um dia bem passado.
Inicialmente designada por Ferrarias de El-Rei, a fábrica de armas que o Rei D. Manuel I fundou, a fábrica transformou-se num complexo em que a sua principal atividade era o fabrico da pólvora. Ao visitar o museu, é essa história que vamos descobrir descobrindo materiais e ferramentas com que se manipulava tão perigoso material ao longo dos anos. Todo o complexo é um museu pelo que a visita não acaba no edifício principal. Pelos jardins há ainda para ver os vários tipos de engenhos bem como as formas da energia que alimentaram a fábrica e que foram evoluindo passando por máquinas a vapor, turbinas hidroelétricas ou pelos motores a diesel. Imperdível será entrar nas ruínas do edifício que ficou parcialmente destruído por uma grande explosão da fábrica em 1972.
Para além do museu ou dos aspetos mais ligados ao fabrico da pólvora, este magnífico espaço em Barcarena é também um parque por excelência para passear ou para descansar. Relvados não falta nem agradáveis esplanadas. Muito curioso e didático é o relógio de sol gigante que se encontra à entrada da Fábrica. As crianças vão adorar saber que aquele enorme pau também dá horas.
Sem dúvida que há muito para ver na antiga Ferraria Real, em Barcarena. Bom passeio!
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Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico
E&O 2011



